sábado, 24 de junho de 2017

O ARROZ NOSSO DE CADA DIA, DE UM DIABÉTICO


Em um post anterior deste Blog que versava sobre carboidratos, o “astro principal” da atual resenha já foi devidamente citado, porém como na minha modesta opinião e escala de preferência, ele é sem sombra de dúvida, o mais apreciado dos carboidratos, eu não poderia me furtar de fazer uma citação especial sobre o mesmo. Então vamos encarar um belo ARROZ.


Como dizem os bons cozinheiros, chef’s ou “chefes de cozinha”, enfim usem a denominação que melhor lhes aprouver; “pode-se conhecer a história de um povo, conhecendo sua mesa, o que ele ingere”. Nesse sentido, o arroz foi, muito provavelmente, a primeira planta cultivada no Sudeste da Ásia e o principal alimento consumido. Na literatura chinesa foram encontradas as referências mais antigas sobre o arroz, há cerca de 5 mil anos. No Japão, foi introduzido pelos chineses cerca de 100 anos a.C. Na Europa o arroz começou a ser cultivado nos séculos VII e VIII, com a chegada dos árabes na Península Ibérica. Foram os espanhóis, os responsáveis pela sua disseminação nas Américas. Segundo alguns historiadores há relatos de que o arroz era o “milho d’água” (abati-uaupé) que os tupis, muito antes de conhecerem os portugueses, já colhiam nos alagados próximos ao litoral brasileiro. Em meados do século XVI, os colonizadores portugueses passaram a cultivar arroz em terras secas brasileiras, ocupando áreas no Maranhão (1745), em Pernambuco (1750) e no Pará (1772).


Deixando um pouco de lado a história, vamos manter o foco na importância desse alimento na constituição da mesa dos brasileiros em geral. O quão é fundamental a existência da dupla “arroz e feijão” na dieta alimentar da população brasileira, literalmente de “cabo a rabo” deste país, pois das classes mais baixas às mais abastadas eles são “figurinhas carimbadas” nas mesas do povo made in brasil.


Dessa forma eu me incluo fortemente entre os fervorosos apreciadores do ARROZ, principalmente se ele estiver quentinho, bem frito e soltinho, sou capaz de fazer dele o principal e único prato de uma refeição completa, muitas vezes antes de consumir qualquer outro alimento faço uma ”boquinha” só com o arroz branco, pois quem gosta de arroz grudado é japonês, meus amigos nipônicos que me perdoem a brincadeira, mas a verdade é que eu tenho tanta diferença com o arroz grudado, empapado (vulgarmente chamado em terras tupiniquins de “unidos venceremos”), que várias vezes já brinquei com minha cozinheira que se ela me apresentasse um exemplar desse tipo eu o jogaria na parede, e com certeza ele ficaria ali grudado. Só para não deixar dúvidas acerca de minha paixão pelo dito alimento, vou partilhar com você, uma expressão que minha esposa costuma usar: “Que ela nunca viu ninguém gostar tanto de arroz com galinha do que eu e que chego a parecer uma criança na frente de um prato da referida iguaria”, e que fique bem claro é arroz com galinha e não galinha com arroz, distinção esta que faço em função do desacerto na quantidade de galinha que se introduz no referido prato, ok!


Diante de tudo que foi dito sobre o nobre alimento, me vi em “bundas”, com a chegada do diabetes, afinal foi o decreto, o “sacrossanto” não ao “arroz meu” de todos os dias, “que merda”! Algo muito sentido e sofrido, afinal teria que abrir mão de um prazer aparentemente muito singelo para a maioria das pessoas, mas para mim é algo muito significativo, que me dava uma grande satisfação, pois sou o tipo de pessoa que consegue extrair muito valor de coisas bem simples da vida, como comer com um prazer inenarrável um determinado alimento. Então que venha o arroz integral, o arroz sete grãos, os demais existentes no mercado. Digamos que não chega a ser igual a sensação de comer uma banana sem tirar a casca, mas quase, fica muito perto disso, prazer, satisfação INTEGRAL, para fazer uma simples brincadeira com a nossa língua, não mais. Portanto só me restaram alguns sábados em minha casa, que vez por outra por algum engano ou motivo de força maior, o arroz não é o integral e os domingos na casa dos meus pais onde é servido o exemplar mais apreciado, ou eventualmente nos almoços em restaurantes, onde é claro eu jamais peço o arroz integral.

“Ces’t la vie”.


Rodolfo S Cerveira

domingo, 18 de junho de 2017

A IMPORTÂNCIA DAS PEQUENAS VITÓRIAS NA VIDA DE UM SER HUMANINHO DIABÉTICO



Acredito que a grande maioria das pessoas foi ensinada e assim se acostumou a valorizar e a comemorar as grandes vitórias da vida, que é claro tem realmente um valor especial para cada um de nós, e dessa forma merecem uma comemoração de igual magnitude. Por outro lado, imagino ser bastante salutar aprender a dar a devida relevância as pequenas vitórias que alcançamos, pois como diz um velho e conhecido ditado, “para vencer a grande guerra da vida é preciso vencer a princípio as pequenas batalhas de cada dia, uma a uma”.


O verdadeiro significado da expressão “vencer na vida” é algo muito relativo e que depende primordialmente do contexto em que estamos inseridos, da origem e do modo de ser e de pensar de cada um de nós, ou seja, é algo que decorre em síntese de nossa carga genética, social e psíquica, e que também esta intimamente relacionada em grande parte ao meio em que vivemos e ao aprendizado que conseguimos agregar ao nosso SER, durante a nossa breve existência. Partindo desse pressuposto a noção de vitória e ou derrota é muito particular, própria de cada um de nós e extremamente subjetiva, mesmo levando em consideração a preconização que a sociedade de consumo em que vivemos nos impõe acerca do tema.


No decorrer de nossa vida nos deparamos com um número interminável de situações que precisam ser transpostas, resolvidas, e esse processo normalmente acaba nos proporcionando muita satisfação e orgulho, além de nos deixar com um sentimento bom de dever cumprido. Entretanto boa parte de nós não dá a devida relevância a certas realizações, que digamos a princípio parecem menores, ou de menor significado, mas que no fundo, se estivermos dispostos a encarar um verdadeiro exame de consciência, poderemos visualizar a grandeza que o referido fato tem na nossa breve passagem por essa vida. De certo que essa mensuração é muito particular, pois para cada um de nós ela tem um sentido particular, único e em função desse caráter tão específico é que ela assume um papel ainda mais representativo, pois ela pertence somente a um de nós e ninguém mas pode verdadeiramente alcançá-la, percebê-la na sua essência.


O que dizer então de nós os diabéticos, de nossas minúsculas vitórias, aquelas “cositas” aparentemente sem muita importância para a grande maioria dos mortais, mas que para nós são bastante significativas sim, pois são conseguidas a duríssimas penas, com muito esforço e resiliência, logo podem e devem ser comemoradas com um grande fervor, afinal como já citei em um post anterior deste blog, o doente crônico é um SER solitário em sua própria doença, ninguém consegue perceber a sua dor, como ele próprio. Então que nos seja delegado tudo o que temos direito, muitos Parabéns e vivas, por cada chocolate ou doce que deixemos de ingerir, por cada porção de carboidrato que consigamos reduzir em nossas refeições, por cada refrigerante (praga dos diabos, porém muito gostosa, se bem gelada) que deixemos de consumir durante os nossos esparsos momentos de prazer, por cada atividade física que demande um relativo gasto calórico, por deixar a inércia literalmente para trás em alguns momentos da vida e pelo esforço de torná-los cada vez mais frequentes, enfim por cada deslize que consigamos deixar de cometer nessa nossa incessante busca pelo equilíbrio da tão mal fadada taxa de glicose, de forma a atingir os almejados 90 -100 no visor do aparelhinho. Sejamos felizes irmãos diabéticos, comemorem sim as suas míseras, mas nem por isso menores vitórias e sigamos sempre em frente.



Rodolfo S Cerveira

domingo, 11 de junho de 2017

A FELICIDADE E SUAS DIVERSAS FACETAS



O que vem a ser FELICIDADE? O que faz você realmente feliz? O que você busca na vida? Qual a sua definição sobre vida feliz? São questões muito interessantes que nem sempre estamos realmente dispostos e em condições de respondê-las. Eu particularmente tenho uma definição bastante pragmática sobre o assunto, que é a seguinte: Felicidade plena, total, em todos os momentos só existe nas novelas, nos filmes, enfim na ficção, na realidade “crua e nua” em que vivemos, o que efetivamente existe são momentos felizes, momentos mágicos, carregados de encantamento que são únicos e finitos, pequenos clipes do grande filme que é a nossa existência. Dessa forma precisamos aprender a idendificá-los e principalmente não desperdiçá-los, sob pena de cairmos numa imensa “vala” de lamentações.


Os mais velhos costumam dizer que gastamos boa parte de nossa preciosa energia, de nossa essência, na busca de coisas, de objetos, de aspirações inegavelmente menores, quando o que realmente nos levará a transcender é a busca do imponderável, da felicidade em sua apresentação mais primitiva, do bem querer e do bem estar. Muitas são as escaramuças que alguns de nós criamos para fugir a essa realidade, a vida moderna tão corrida e impiedosa, por vezes recebe os créditos dessa praga contemporânea. Mas seria bastante salutar se o ser humano passasse a se preocupar um pouco mais com o COMO e bem menos com o QUANTO ele pode fazer e querer da vida.


O que diria um diabético acerca da felicidade, bem no meu caso eu profetizaria que a felicidade de um diabético deve ser menos doce, porém não menos deliciosa, pois há de se aprender a extrair o doce do amargo, e o amargo do doce, ou seja, não há nada na vida que seja tão doce que não possa ser apreciado integralmente, nem tão amargo que não possa ser devidamente harmonizado, mesmo para um segregado "ser humaninho diabético". Assim sendo o segredo do bem viver esta na busca do perfeito equilíbrio entre essas situações tão paradoxais, mas que são ao mesmo tempo tão complementares entre si.


Posso também afirmar que é uma extrema felicidade saber que a referida doença pode ser controlada, e no meu caso específico, mesmo contando com o auxílio de medicamentos, ela esta devidamente dentro dos parâmetros prescritos pelos meus médicos. Logo o que efetivamente tenho a reclamar, acredito que muito pouco ou quase nada, talvez um resquício de insatisfação da impossibilidade de comer um pouco mais de doces (em especial chocolates), mais carboidratos (minha paixão maior), enfim o fato é que já estou aprendendo, mesmo a “duras penas” a viver com essas restrições que me foram impostas.


Nestes últimos 30 dias, posso dizer que vivi muitos momentos muito felizes, momentos verdadeiramente valiosos, com os 03 eventos que compuseram a celebração de formatura da minha querida filhota (o Ato Ecumênico, a Festa e a cerimônia de formatura propriamente dita). Eventos que me encheram de orgulho e satisfação, e porque não dizer de extrema felicidade, afinal é mais uma etapa vencida, mais uma meta que fora estabelecida e que fora cumprida com toda a pompa e esmero. Pois a vitória de um filho é também a vitória dos seus pais. Parabéns filha amada. Felicidades na profissão que você escolheu.



Rodolfo S Cerveira

sábado, 3 de junho de 2017

O PODER DA LASANHA NAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS



A palavra lasanha provém da grega “lasanon” que significa pote de quarto. O termo foi depois emprestado pelos romanos como “lasanum” para significar pote de cozinhar. Os italianos usaram a palavra para definir o prato onde, hoje se sabe, era feita a Lasanha. Apesar de tradicionalmente se acreditar que a lasanha é um prato tipicamente originado na Itália, tem-se evidências de que há um prato muito similar conhecido como “loseyns” (lê-se lasan), comido na corte de Rei Ricardo II no século XIV. Esta receita também figurou no primeiro livro de receitas da Inglaterra. A lasanha foi primeiro documentada no século XIII, quando foi usado num prato às camadas, esta versão mais antiga não incluía tomate, pois este ainda não tinha sido descoberto pelos Europeus.  


Me desculpem a introdução recheada de história, mas esse blog também é, antes de tudo, informação e cultura. Brincadeiras à parte hoje é dia de lasanha, aquele prato tão simbólico, que tem “cara” de domingão, de comemoração, de dia de aniversário, de dia de receber visitas, enfim é algo especial que só lançamos mão em ocasiões igualmente especiais. Sua composição, os ingredientes, o jeito de fazer, de preparar variam conforme a origem das famílias, e com o processo acelerado de miscigenação dos povos desse país, inúmeras variações foram sendo acrescentadas a maneira de preparar a mesma.


Reconhecida no mundo todo, a tradição no Brasil da pasta fina que sai fumegante e gratinada do forno feita de folhas de massa fresca à base de farinha de trigo e ovos, intercaladas com molho normalmente à base de leite, farinha e manteiga, carne moída e lascas de queijo parmiggiano -reggiano, é muito arraigada e admirada por quase a totalidade da população, pois assim como o chocolate é difícil encontrar quem não goste de uma bela lasanha. Como todo clássico da gastronomia, ela ganha incontáveis versões. Pode levar vegetais, carne de aves desfiada, cogumelos, presunto, bacalhau, salmão e, hoje, pode até não levar carne e nem tomate, o que com certeza, deixaria os italianos mais tradicionalistas “de cabelo em pé.”


Na casa dos meus pais ela tinha uma “cara”, na casa da minha sogra outra, e na minha casa, a minha esposa impingiu uma nova formatação para a tão festejada lasanha. Todas muito saborosas e com ingredientes diferentes que lhes delegavam qualidades ímpares, traduzindo-se em um verdadeiro festival de sabores. Na grande maioria dos lares brasileiros é muito consumida aos domingos, e quase sempre é preparada na véspera ou mesmo na sexta feira, para não atrapalhar o descanso semanal da mãe, que em muitos casos é a cozinheira de todos os dias, e dessa forma acabou se tornando um prato de grande significação na vida das famílias brasileiras, mas um belo motivo para que as mesmas se reúnam ao redor da mesa.


Sempre fui um bom apreciador de uma bela lasanha, principalmente quando ela esta bem recheada de molho, carne moída e vinho. O macarrão pode até ficar em segundo plano, mesmo porque até antes de estar diabético eu já não abusava do mesmo, afinal a minha grande paixão sempre foi o espaguete, assim sendo em nenhum momento isso se tornou um grande sacrifício. E partir do “decreto” diabético sim, eu passei a diminuir ainda mais a ingestão do macarrão, por motivos óbvios, é claro. E depois os sábados e ou os domingos regados a lasanha em minha casa foram se espaçando, assim como tudo que representa alguma ameaça ao controle do meu diabetes. Fazer o quê, esse é o preço que pagamos por estarmos rodeados de pessoas que nos amam. Ainda bem!


Para terminar esse post, só mais um breve esclarecimento, na verdade os sábados são os dias em que algumas vezes temos lasanha para o almoço em minha casa, pois nos domingos normalmente vamos para a casa dos meus pais, onde vez por outra tem o que? LASANHA, no cardápio.



Rodolfo S Cerveira

domingo, 28 de maio de 2017

A PROIBITIVA PAIXÃO PELO MACARRÃO NOSSO DE CADA DIA DE UM DIABÉTICO.



Trata-se de uma das discussões mais acaloradas no mundo da gastronomia, qual a origem do MACARRÃO. Muitos povos reclamam essa criação, todos querem ser o “pai da massa”, entretanto tudo indica que esta disputa chegou ao fim, pois um grupo de cientistas da Academia de Ciências de Pequim encontrou um fiapo de macarrão, que data de 4.000 anos atrás, em uma região no Noroeste da China, num sítio arqueológico conhecido como Lajia. Nesta região há 2.500 anos AC habitava um povoado, que ao que tudo indica foi destruído por uma catástrofe. O macarrão encontrado, ou melhor, os restos encontrados eram bem diferentes do que conhecemos hoje, tinha quase meio metro de comprimento e 0,3 centímetro de espessura e era feito de uma espécie de milho, o milheto.


A palavra “macarrão” vem do grego makària (caldo de carne enriquecido por pelotinhas de farinha de trigo e por cereais, cerca de 25 séculos atrás). A história tem demonstrado que o macarrão tem o seu lugar de destaque na cultura de diversos povos, tem sua importância até mesmo em alguns aspectos da formatação de muitas sociedades mundo afora, afinal é um elemento extremamente agregador, capaz de provocar a reunião de várias pessoas ao redor de uma mesa, em muitos momentos fazendo com que elas se tornem um pouco mais próximas umas das outras.


O relato mais aceito é que o macarrão, digo melhor o espaguete teria chegado ao Brasil no século XIX, junto com a colônia italiana que veio trabalhar nas fazendas de café brasileiras e acabaram se fixando por aqui e formando uma enorme colônia Italiana em terras tupiniquins. Deixando os aspectos históricos um pouco de lado, é muito fácil perceber a enorme importância que esse alimento tem na mesa do brasileiro, o quão significativo é o seu lugar na gastronomia “made in Brasil”.


Se tomarmos o meu caso como parâmetro, pois sou um brasileiro, que tem na sua origem uma raiz portuguesa, que casou com uma pessoa que tem origens espanholas e italianas, portanto só poderia dar em MACARRONADA, “non é vero”! Como diz o dito popular “Aqui tudo acaba em pizza” podemos muito bem nos apropriar do mesmo e dizer “Aqui tudo acaba em macarrão”, em muito mais macarrão, de toda espécie, de todas as cores e de todos os gostos. Dai a minha imensa paixão por essa iguaria.


Como um consumidor inveterado de macarrão, eu não poderia me furtar de dedicar algumas singelas linhas a seu respeito, “é justo, é muito justo, é justíssimo”, parafraseando um personagem muito conhecido da grande maioria do público da televisão aberta brasileira. Para ser bem franco eu já FUI um bom garfo de macarrão, pois o aparecimento do diabetes em minha vida, reduziu drasticamente esse prazer quase que diário de outrora. Depois disso, minha degustação dessa maravilha passou a ser feita em intervalos bem maiores, uma vez a cada semana. Vale dizer que foi uma providência muito salutar da minha esposa, diminuindo bastante não só o meu consumo, como o de toda a família. Afinal trata-se de um veneno para os diabéticos, pois é um integrante da categoria dos temidos CARBOIDRATOS (que já foi assunto de um Post anterior deste BLOG), aquelas “criaturas” que se transformam em açúcar após serem processadas pelo organismo humano. “Merda, parece que tudo que é bom faz mal”, principalmente os maravilhosos carboidratos, me permita o desabafo em forma de “Birra” de criança. Porém ele é mais do que merecido. Você não acha? Brincadeiras à parte, o fato relevante a ser dito é a necessidade de promover um consumo cada vez mais consciente e responsável de tudo que ingerimos. Afinal viver é preciso, continuar vivendo é o que queremos e para viver mais e melhor precisamos adotar hábitos e posturas mais saldáveis, capazes de nos proporcionar um real BEM VIVER. De preferência podendo manter o consumo, mesmo que esporádico de uma bela massa, de um belo “macarron”.



Rodolfo S Cerveira

domingo, 21 de maio de 2017

A IMPORTÂNCIA DE TOMAR MUITA ÁGUA, NA VIDA DE UM DIABÉTICO


Tomar muita água faz bem às pessoas, em especial ao diabético faz ainda melhor? Não é preciso ser um médico ou estudioso para saber que a água é a substância mais importante para a sobrevivência do ser humano, literalmente falando, pois o corpo de um indivíduo adulto possui entre 60% e 75% de água na sua composição. A quantidade de água no organismo varia em função da idade, do sexo e da quantidade de tecido adiposo que a pessoa possui. Quando nascemos a água constitui aproximadamente 72% do nosso peso corporal e à medida que envelhecemos, a porcentagem de peso corporal representada pela água diminui gradativamente.


Partindo do pressuposto de que a vida é impossível sem a água e que o corpo humano não é uma caixa d’água, ou seja, precisamos repor toda a quantidade que expelimos através da respiração, suor, lágrimas, urina, saliva e fezes. E se considerarmos que nossos rins são saudáveis e estão em pleno funcionamento, o total de água que perdemos por dia é de 1,5litros, por isso é imprescindível repor pelo menos a mesma quantidade que se perdeu para manter um equilíbrio apropriado. Isto equivale a 7 ou 8 copos diários, incluindo pelo menos 400 ml de água que provem de nossas refeições diárias.


A água exerce inúmeras funções essenciais no organismo humano. Age como principal solvente do organismo e de toda a matéria viva, possibilitando a ocorrência das reações químicas, tem importante participação nos processos fisiológicos e de transporte de substâncias, desde a digestão até a absorção e excreção. Por meio da água, os nutrientes, as moléculas e as demais substâncias orgânicas são transportadas pelo corpo. Graças a ela, o nosso intestino e o nosso sistema circulatório funcionam. Quando deixamos de ingerir água, o nosso organismo entra em processo de desidratação. Enfim se eu me detivesse a enumerar as diversas e igualmente relevantes funções da água no nosso corpo, levaria o resto dessa resenha e ainda assim seriam necessárias mais algumas para complementar o assunto. Entretanto este não é o objetivo do mesmo, ok!


Muitos médicos e pesquisadores afirmam que a ingestão de água nos níveis recomendados pode diminuir sensivelmente o risco de diabetes. A quantidade de água ingerida esta relacionada à regulação dos níveis de açúcar no sangue. Um hormônio chamado vasopressina, que tem a função de evitar a desidratação e manter os eletrólitos em níveis adequados, aumenta quando o corpo recebe pouca água. Todavia a presença desse hormônio em grande quantidade, pode levar ao aumento da glicose no fígado, fato este que no longo prazo, pode alterar significativamente a produção e a resposta à insulina.


Depois de toda essa abordagem, digamos assim com um cunho mais científico do tema, que sem dúvida nenhuma é algo um pouco estranho as premissas desse BLOG, o que por sua vez não diminui nem mascara a sua relevância, na medida em que pode verdadeiramente contribuir de forma significativa com a “causa” do doente crônico. O fato realmente importante nisso tudo é que todos nós, principalmente os diabéticos de plantão, eu prontamente me incluo nesse contingente, precisamos estar atentos aos benefícios do hábito de tomar a quantidade diária recomendada de água. É imprescindível procurar a orientação de um médico para estabelecer quais os parâmetros que definem esse volume ideal, afinal para cada um de nós esses valores são específicos, particulares, pois cada ser humano, cada organismo tem características e necessidades próprias, únicas. 


O “resumo da opera” é o seguinte: várias pesquisas ao redor do mundo chegaram à conclusão de que a ingestão de água em quantidades adequadas pode ajudar na prevenção do diabetes. Logo administrar bem esse fator pode gerar muitos benefícios a nossa saúde, consequentemente melhorando a nossa qualidade de vida. É igualmente verdade também que essas mesmas pesquisas reforçam a extrema importância dos cuidados com os outros fatores associados que devem ser muito bem controlados, como alimentação saudável, atividade física e controle da obesidade.


Rodolfo S Cerveira

sexta-feira, 12 de maio de 2017

AS COISAS QUE REALMENTE TEM IMPORTÂNCIA NAS NOSSAS VIDAS




Em posts anteriores deste Blog foi mencionada a importância de se fazer as atividades de nossa vida com amor, com paixão para que elas tenham um significado maior e dessa maneira possam se tornar verdadeiramente mágicas. Para quem leu os mesmos ou ainda para você que ainda não o fez, mas que pode muito bem fazê-lo nesse momento, será muito mais fácil de entender o sentido da mensagem do presente post.

Há pouco mais de um mês, quando da apresentação do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) da minha filha, que esta se formando em Biologia. Me vi em uma situação meio estranha, digo melhor, apesar de sempre ter participado de todas as comemorações da escola formal, da escola de dança, enfim de todas as atividades dela ao longo de sua breve existência, no primeiro momento não fechei a questão e resolvi de imediato que iria assistir a referida apresentação, afinal esse tipo de programa não é algo tão comum na sociedade atual, pois boa parte dos jovens, mesmo não vendo tal situação com os, digamos assim, “melhores olhos” não se sentem tão à vontade diante da presença dos pais nessa hora, pois acabam ficando envergonhados e ou constrangidos com a presença dos mesmos nesse momento tão particular do próprio estudante e de seus pares, algo que pode ser dito como “intra muros”. Além do mais precisamos lembrar que “eles não são mais crianças”, não é assim que eles costumam bradar com toda a sua energia?

Enfim o objetivo especifico desta breve resenha é tentar dividir com você o sentimento que acabei vivenciando, ou seja, no segundo momento quando decidi que iria SIM, acompanhar a defesa do trabalho, deixando para trás a minha agenda tão cheia e conturbada, os meus inúmeros afazeres daquele dia, afinal era um momento importante para minha filha e com toda a certeza a presença da família - pois não só eu, como a mãe e a irmã, todos nós comparecemos ao evento, um verdadeiro programa de família- poderia muito mais ajudá-la do que efetivamente causar algum sentimento de constrangimento. Só depois de transcorrido todo o processo de apresentação, do recebimento da nota e da aprovação, e é claro depois de algumas lágrimas que teimaram em cair dos meus olhos em vários momentos da apresentação, é que me dei conta de como foi importante também para mim estar presente naquele momento da vida acadêmica dela. Quanta significação teve para mim como PAI, acompanhar “in loco” a vitória e o crescimento da minha querida e amada filhota, tanto no campo pessoal como no profissional, pois pude comprovar o desabrochar de uma grande profissional, que acima de tudo tem paixão pelo que faz.

Para dar um fecho nessa singela resenha, o PAPAI DIABÉTICO, ORGULHOSO E CHEIO DE SATISFAÇÃO AQUI, gostaria de dizer que não lembro de nenhum amigo da minha geração ou da geração anterior a minha, que tenha dito que seu pai ou mãe teria acompanhado essa apresentação tão comum na vida acadêmica de todos nós. Por favor não me entenda mal, pois não se trata de uma reclamação ou crítica ao comportamento dos pais em questão, mas apenas de uma constatação de que essa “cerimônia” é um belo exemplo de um fato da vida (um momento verdadeiramente mágico) que poderia e deveria ser melhor vivido, aproveitado, e curtido, pois isso nos faria muito BEM, tenha certeza disso.

PARABÉNS FILHA QUERIDA, por sua conquista. “Tamo junto”, sempre!


Rodolfo S Cerveira